Desenvolvimento Profissional para professores e formadores do ensino e formação profissional
A Nota Informativa do CEDEFOP (Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional), junho de 2016, "Desenvolvimento Profissional para professores e formadores do ensino e formação profissional" (EFP) identifica quatro categorias diferentes de professores e formadores no domínio do ensino e formação profissional inicial (EFPI) em todos os países da União Europeia.

"Professores e formadores empenhados e competentes são fundamentais para garantir a qualidade e a relevância, em matéria de mercado de trabalho, da aprendizagem, tanto nos centros e escolas de EFP como nas empresas, em salas de aula, em oficinas, em laboratórios e ambientes de aprendizagem simulados ou nos locais de trabalho. Os professores e formadores são responsáveis pelo reforço das ligações entre a educação e o trabalho, na medida em que definem novos currículos, proporcionam mais programas de aprendizagem profissional de elevada qualidade e outras formas de aprendizagem no local de trabalho, bem como aplicam os instrumentos europeus."...
"Há uma distinção entre professores e formadores em termos de função e de local de emprego. Regra geral, os professores trabalham em escolas e institutos de EFP, enquanto os formadores trabalham nas empresas. A principal função dos professores consiste em ensinar, ao passo que os formadores são, normalmente, trabalhadores
que, para além dos seus deveres profissionais, acompanham os formandos durante os programas de aprendizagem ou outras formas de formação em contexto de trabalho, no EFP de base escolar. Os tipos e níveis de habilitações e os seus direitos e necessidades, em termos de desenvolvimento profissional contínuo, também são diferentes, verificando-se a existência, em termos gerais, de regras mais claras e rigorosas no que diz respeito aos professores."
Mais de 70% dos professores tem mais de 40 anos. Escolas nacionais perderam mais de 42 mil professores nos últimos dez anos. Os professores com mais de 40 anos representam 77,3% do total nacional, sendo que 39,5% tem mais de 50 anos. Em contrapartida, há apenas 451 docentes com menos de 30 anos a lecionar no ensino público, ou seja, 1,4% do total nacional. Ainda assim, é no ensino privado que estão os professores mais jovens: 1413 tem menos de 30 anos. Os dados constam do relatório divulgado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) sobre o 

O Forma-te (Associação Nacional da Formação e Ensino Profissional) é o promotor desta iniciativa, que visa reconhecer e prestigiar o papel do(a) formador(a) enquanto figura fundamental na sociedade portuguesa, premiando os formadores, de todas as modalidades de formação profissional que, no ano civil de 2016, se destaquem pelo seu valor como formadores, animadores, pedagogos e dinamizadores.