VIII Encontro Nacional de Formadores

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Ver o site do evento: Aqui

 

18 de novembro: Dia Nacional do Formador

O Encontro Nacional de Formadores é um espaço de partilha e de colaboração dos diferentes profissionais da formação provenientes de distintos setores de atividade. É o reconhecimento da importância da formação e da aprendizagem ao longo da vida que nos une num mesmo espaço e num dia tão simbólico como "o Dia Nacional do/a Formador/a" que comemoramos no dia 18 de Novembro (data em que foi publicado o Decreto Regulamentar nº 66/1994, DR nº 267 de 18 de Novembro, que regulamenta pela primeira vez o exercício da atividade de formador)

O evento, este ano, será totalmente online!


 

Enquadramento

Não serão, os tempos que vivemos, tempos de reflexão? 
Não estaremos, agora, mais avisados para procurar, já não nos sistemas que nos formataram, já não nas dimensões onde fomos estruturados, os caminhos que necessitamos para adequar a marcha aos equipamentos de que dispomos?

    Vem isto a propósito de algo que se abateu sobre todos nós e que, para além dos impactos mais diretos, merece uma análise mais abrangente e descomprometida.
    A pandemia, num ápice, fez mais pela evolução no ensino e no trabalho do que anos seguidos de investigação e brilhantes vozes em coro, de sopranos a barítonos guiados por uma pauta que, infelizmente, sempre se preocupou mais com a reprodução do que com a criação!
    De repente, apesar de percebermos o tempo de forma mais lenta do que a sua real velocidade, a escola deixa de ser o monopólio do conhecimento. Deixa de ser o espaço para onde tem que convergir quem quer ser certificado. Mas, é bom que se relembre, há muito… há muito mais tempo, tinha já deixado de ser a sede da aprendizagem! A escola… e a FORMAÇÃO! , que com ela mantém uma ligação a roçar o umbilical. 
    A aprendizagem é algo “da responsabilidade “ de quem aprende! E, por força de um modelo de cariz industrial, a escola deixou-se resvalar para um paradigma de ensino, do qual não mais se desenvencilhou! Tal como a formação que, incapaz de se desembaraçar de prestar vassalagem a programas, conteúdos e corporativismos instalados, qual cardápio geral que determina o que consumir, independentemente das especificidades e idiossincrasias dos seus reais destinatários, transformando-os em destinatários finais, se apresenta como uma “escola de segunda “.    

    As achegas e contributos das tecnologias, mormente no período mais recente e a reboque de uma necessidade gerada pela pandemia, fez explodir as possibilidades! Mas serão estas, possibilidades de aprendizagem?
    Não se fazem downloads de competências! 
    E despejar informação, explicar a distância, ensinar por plataformas, não é potenciar a aprendizagem!

    É fundamental um aproveitamento lesto, inteligente e inclusivo das tecnologias e das enormes oportunidades que elas nos abrem. A pandemia rebentou com as amarras. Há que fazer os caminhos que temos pela frente. Mas, mais importante, é termos consciência da frente que estamos a perseguir, não a confundindo nem substituindo. Aprender é levar o outro a ser capaz, em registo de autonomia!
    É indissociável da vivência, do fazer. E do sentir! E do fazer…sentido!

O processo de apropriação de um percurso específico, por mais eficaz que se revele, de pouco servirá se não permitir uma perceção de uma dimensão da rede onde está inserido, a malha de ligação global que, em interligação a partir de pontos inevitáveis de contacto, nos garanta a descoberta e usufruto de todo o território coberto que podemos descobrir e utilizar como espaço de vida e de desenvolvimento.
    A rede, a era digital são conquistas sem revés! O que falta saber, o que falta fazer, é sintonizar estes ganhos, estas valências… com a aprendizagem! Ou ainda vamos ouvir vozes de outras épocas, de outras eras menos ricas em recursos, a lamentarem como “se pode deitar fora a criança com a água do banho”.   

                       
 
Objetivos

Neste encontro, estão reunidas as condições para uma análise vívida, sentida e lúcida, subordinada às seguintes metas:

i.    caraterizar o novo “ teatro de operações “ que se impôs à formação e aos formadores em termos de potencialidades e desvios;

ii.    fazer a destrinça entre processos, formas e meios de difusão, por um lado e estratégias de aprendizagem, por outro;

iii.    analisar a identidade, o posicionamento e a prestação dos formadores perante os novos e incontornáveis cenários de intervenção disponíveis;

iv.    escalpelizar experiências, práticas e abordagens a partir dos binómios ENSINO vs. APRENDIZAGEM e PEDAGOGIA vs. ANDRAGOGIA, nos diferentes registos, cenários e recursos ao dispor nos tempos que correm.