O caminho da Aprendizagem: 1º Passo

Por João Leite (Psicólogo)

Crucial é o passo para a caminhada. O primeiro!

Pelo efeito de precedência e pelo simbolismo!
Sem ele, o primeiro passo, qualquer outro ficará por dar, o que equivale ao imobilismo, cuja persistência assumida é conhecida como resistência. Com ele, o primeiro passo, temos muito mais do que movimento. Temos a intenção, a manifestação da vontade, a explicitação do interesse, a ostentação da determinação. O que não sendo pouco, seria muito mau não acautelar e catastrófico desperdiçar.
Na aprendizagem passa-se exatamente o mesmo. Com algumas diferenças que importa destacar, de forma a que a visibilidade delas faça preocupação suficientemente relevante para que venha a ser encarada e trabalhada como merece. A probabilidade de nos aventurarmos numa qualquer investida varia na razão direta do reconhecimento das condições de partida. Que é como quem diz, quando reconhecemos o que nos rodeia, quando nos sentimos “ em casa “, nos revemos em pequenos detalhes, a facilidade de movimento é naturalmente maior e estimulada.
Daqui a necessidade de se avançar para a aprendizagem a partir do que as pessoas conhecem, dominam, sabem. Numa palavra, é levar as pessoas a dizer… “ SIM ! “
Garantida a presença e a determinação da pessoa na caminhada, é altura de entrar o DESAFIO, pela mão da EMOÇÃO, contando com a boleia do processo de adesão já em curso.
É o momento do AGRADÁVEL! Do entusiasmo, da participação, como antecâmera de um outro patamar fundamental, o ÚTIL, aquele momento em que, no meio da diversão descobrimos que tudo aquilo, para além de divertido, vai-nos dar um jeito enorme!

A APRENDIZAGEM, como se pode verificar, faz-se do AGRADÁVEL para o ÚTIL, é assim que nos movemos naturalmente e damos sentido à expressão popular “ juntar o ÚTIL ao AGRADÁVEL! “

O que dizer daquelas abordagens que começam, justamente, pelo anúncio da importância de algo que ninguém conhece, já viu e, ainda por cima, nos dizem que é importante e, se não estivermos atentos, ficaremos completamente de fora?
Como pode ser importante, a ponto de nos mobilizar, algo não só desconhecido mas também pouco atrativo, para não dizer aborrecido? E para que é que eu preciso do que não conheço, se tenho existido assim? Crucial é a presença e a mobilização. Para quem vai aprender!

Como numa caminhada, a presença é o equivalente às pernas…, a mobilização ao primeiro passo. E quem o dá…, é quem aprende!

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